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Distonia

Distonia é o nome dado a um grupo de doenças caracterizadas por movimentos  involuntários. É um distúrbio decorrente de contrações simultâneas dos músculos favoráveis e desfavoráveis ao movimento, que podem causar dor, problemas posturais, incapacidades.

 

A distonia afeta cerca de 65 mil brasileiros. Pode se manifestar em qualquer idade, mas a maioria dos casos abre sintomas entre 40 e 60 anos. É mais prevalente em mulheres.

 

A doença, muitas vezes, é confundida com tiques nervosos e distúrbios psiquiátricos. Os sintomas iniciais de distonia diferem conforme os grupos musculares afetados são geralmente leves, podendo passar despercebidos, mas com a evolução da doença aumentam de frequência e intensidade. São tremores, câimbras, deterioração da escrita e dificuldade ou incapacidade para agarrar objetos ou fazer tarefas cotidianas. O paciente pode notar tremores ou cólicas durante atividades específicas, que pioram com estresse e ansiedade e não são controláveis.

 

Os espasmos provocados pela doença podem afetar uma única parte do corpo, como os olhos, o pescoço, os braços ou as pernas (distonias focais), duas partes, como o pescoço e tronco (distonias segmentares), um lado inteiro do corpo (hemidistonia) ou praticamente o corpo todo (distonia generalizada).

Em casos mais raros a doença pode progredir, se espalhando pelo corpo todo. O caso mais conhecido de distonia é o do maestro João Carlos Martins, portador de distonia focal nas mãos, doença que dificultou a progressão de sua carreira como pianista.

 

A distonia é classificada como:

 

Primária: quando  não é possível identificar fator desencadeante ou causa; nestes casos, pode ser herdada e os sinais da doença costumam aparecer ainda na infância.

Secundária: quando os espasmos se iniciam apósquadro de  AVC,  traumatismos cranianos, tumores cerebrais, transtornos metabólicos ou até uso de certas drogas.

 

Apesar de não haver cura, a distonia tem tratamento. O objetivo do tratamento consiste em minimizar as limitações funcionais e desconfortos da doença e possibilitar uma melhor qualidade de vida ao paciente. No Brasil, a aplicação seriada da toxina botulínica A diretamente nos músculos acometidos é o tratamento mais utilizado, sendo padrão – ouro para as distonias focais.. Esse procedimento inibe a contração involuntária, ajuda a diminuir a dor e devolve a possibilidade de recuperar movimentos antes limitados, especialmente de o indivíduo estiver inserido em um programa de reabilitação multiprofissional.

 

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